Após o fim da Monarquia, brotaram no país tanto jornais engajados quanto publicações regionais que criticavam com muito bom humor a sociedade, como o santista Fogo-Fatuo

Era do subterrâneo do bairro Saboó, em Santos, que saíam notícias engraçadas; perversas sobre habitantes da cidade escritas por supostas almas suicidas. O nome do impresso que levava as informações das profundezas até a superfície era O Fogo-Fatuo. Com tipografia em vermelho (do sangue dos mortais e com canetas feitas a partir de ossos), o periódico foi criado em 1898. Tinha quatro páginas e textos distribuídos em três colunas.
O exemplar, raríssimo, está no Setor de Obras Raras da Biblioteca Nacional e foi encontrado fortuitamente pelo historiador Marcelo Carvalho durante uma pesquisa sobre suicídio. “Ele hoje está todo esfarelado, mas consegui transcrever o texto completo”, diz. Como Carvalho só teve acesso a um número, é difícil dizer qual era a tiragem do jornal e por quanto tempo ele existiu. “Até a origem do jornal era uma incógnita. Isto porque, no cabeçalho, está escrito “Cidade de Suicidópolis, 3 de julho de 1898”. “Cheguei à conclusão de que era de Santos porque ele ataca as personalidades de lá e por fazer referências ao Cemitério de Paquetá e do Saboó”, explica. (Leia mais)
Fonte: Gazeta do Povo
Fonte: Gazeta do Povo
Nenhum comentário:
Postar um comentário